Escolhendo o cabo adequado

 

Em minhas pesquisas pelo mundo da Internet, verifiquei a existência de muitos kit´s de câmeras sendo comercializados, muitos deles com preços bem atrativos, mais com uma qualidade muito baixa, não só pelas placas utilizadas ou pelas câmeras, mais sim o cabo que os acompanha.

Em se tratando de um sistema de segurança, a qualidade da imagem não somente está na câmera escolhida, mais sim, diretamente ligada ao meio de transmissão das imagens. Um sistema de câmeras sem fio é muito prático para a instalação, mais suscetível a uma enormidade de interpérios, ou seja, sujeitos a interferências, causando uma distorção nas imagens que chegarão ao sistema.

Aonde desejo chegar, pois bem, também verifiquei que em alguns kit´s o cabo que os acompanham é o menos indicado para a utilização em um sistema de CFTV, mais qual seria este cabo por mim condenado, veja abaixo:

Sim, é aquele nosso velho conhecido, que usamos para ligar o aparelho de DVD ao televisor, o aparelho de som ao televisor, o velho amigo vídeo cassete ao televisor. Enfim, é apenas um cabo que recomendo que seja utilizado para tal finalidade, a de interligação de aparelhos em curtas distâncias, algo não mais que 2 metros.

Portanto, quando comprar um sistema de CFTV, por mais simples que o seja, invista um pouquinho a mais e adquira um cabo de boa qualidade, pois a evolução dos dispositivos eletrônicos é constante, mais o cabo, sendo de boa qualidade tem uma sobrevida muito além do restante dos equipamentos, podendo ser reutilizado em possíveis substituições dos demais componentes e até mesmo deixar aquela velha câmera CMOS que está em uma gaveta jogada, com uma boa imagem, entenda que o cabo não fará milagre, mais ajudará seu sistema de segurança tenha qualidade.

Já que o pobre coitado do cabo acima foi condenado, veja o que recomendo que seja utilizado.

A escolha do meio de transmissão mais adequado para o sistema de CFTV é um dos aspectos mais importantes no projeto de um sistema de qualidade e na maioria das vezes este é o item menos entendido e levado em conta.

Um sistema de CFTV é constituído por diversos componentes e cada um tem sua importância na obtenção de uma imagem de vídeo de qualidade. Muitos projetistas especificam muito criteriosamente todos os itens de hardware e software do sistema, porém os meios de transmissão normalmente só especificam alguns dados gerais.

A escolha do meio de transmissão mais adequado para o sistema de CFTV é um dos aspectos mais importantes no projeto de um sistema de qualidade e na maioria das vezes este é o item menos entendido e levado em conta. Não adianta possuir os melhores sistemas câmeras com as lentes de maior qualidade ligadas a um poderoso processador de vídeo, se o meio de transmissão não for adequado, todo o sistema apresentará imagens de baixa qualidade. A maioria dos problemas comuns de baixa qualidade de imagem pode ser evitado através da seleção do meio de transmissão mais adequado e seguindo os procedimentos e técnicas de instalação corretos.

Tipos de Cabos Coaxiais

O sinal de vídeo de CFTV é normalmente transmitido utilizando-se cabos coaxiais. Os cabos coaxiais foram concebidos para transmitir a banda de freqüência completa do sinal de vídeo, com um mínimo de atenuação ou distorção, tornando este tipo de cabo uma ótima opção para CFTV. De qualquer forma existem diversos tipos de cabos coaxiais, e a escolha de um cabo coaxial inadequado pode degradar a transmissão do sinal e muitas vezes até permitir que interferências Eletromagnéticas ou radiofreqüências (EMI/RFI) sejam introduzidas no sinal causando altos níveis de ruído. Estes fatores podem acarretar em uma imagem com baixa qualidade.

Existem vários tipos de construções para cabos coaxiais. A compreensão de seus diversos parâmetros e a seleção do cabo adequado para sistemas de CFTV irá eliminar a maioria dos problemas que possam vir a ocorrer em uma transmissão de sinal de vídeo. O sinal de vídeo é a compressão de dois componentes de sinal, um de baixa freqüência (informações de pulso de sincronismo horizontal e vertical), e de alta freqüência (Sinal de vídeo). Para transmitir este espectro completo de freqüências com um mínimo de distorção e atenuação, é importante escolher um tipo de cabo coaxial que possua parâmetros compatíveis com as especificações da transmissão do sinal de vídeo em sistemas de CFTV.

Os parâmetros a considerar são características mecânicas como o material do núcleo condutor, material dielétrica, tipo e material da malha além da capa e isolação. As características elétricas como resistência, capacitância, impedância e atenuação são extremamente críticas para uma operação correta. Abaixo daremos uma descrição de cada um destes componentes:

Núcleo Condutor

O núcleo Condutor ou Condutor Central mais recomendado para as aplicações de CFTV é de cobre nú, fornecendo um ótimo desempenho na transmissão de sinal. Devido ao fato do sinal de video de CFTV ser um sinal de vídeo banda-base (sem modulação) e com componentes com frequências relativamente baixas em comparação com o sinal de vídeo de TV a cabo, a resistência baixa a sinais D.C, que o cobre fornece irão melhorar muito a transmissão do sinal de vídeo.

Os cabos coaxiais também podem ser construídos a partir de um condutor central de aço coberto por uma camada de cobre. O núcleo de aço coberto por cobre fornece uma maior distância de transmissão de sinal, enquanto a cobertura de cobre fornece o caminho para o sinal de RF. Esta técnica de construção é usada devido ao fato de que quanto mais alta a freqüência de um sinal eletrônico transmitido, mais próximo da superfície exterior do condutor será o caminho percorrido pelo sinal. Este fenômeno é chamado “efeito skin” (efeito de pele).

Um condutor de aço com cobertura de cobre tem uma resistência D.C. muito mais alta que o cobre puro tem uma atenuação bastante superior aos componentes de baixa freqüência do sinal de vídeo de CFTV. De qualquer maneira mesmo tendo um custo mais baixo do que o cabo com cobre puro o não é adequado ao sinal de vídeo banda-base e portanto não é recomendado para a utilização em sistemas de CFTV (Veja a Tabela). Este tipo de cabo normalmente é o ideal para aplicações de TV a cabo onde o sinal é modulado em alta freqüências (referente aos canais específicos) e outras aplicações de RF devido as características de transmissão do “efeito pele” para freqüências altas.

O gráfico de atenuação mostra claramente a diferença entre os cabos coaxiais de cobre puro e aço coberto por cobre. Verifique as diferenças especialmente a faixa de baixas freqüências onde as informações dos pulsos de sincronismo são transmitidas.

Verificamos as grandes diferenças de atenuação entre os dois materiais. Se o cabo escolhido for o de aço com capa de cobrem, ocorrerá uma atenuação nas baixas freqüências e os pulsos de sincronismo poderão sofrer perdas significativas, possivelmente ocasionando distorções no sinal de vídeo. Outra regra que deve ser usada na seleção do tipo de construção do núcleo condutor do cabo coaxial é se o tipo de aplicação é para uma câmera fixa ou para um câmera com movimentador pan-tilt. Se o cabo for utilizado para uma câmera de CFTV que ficará com um posicionamento fixo, então um condutor rígido é aceitável. Entretanto, se o cabo for utilizado para o sinal de uma câmera em aplicação com pan-tilt, então a melhor escolha é a utilização de um condutor padrão flexível, pois um condutor rígido irá romper devido a constante movimentação e pressão sobre o cabo no mesmo ponto.

Material Dielétrico

O material dielétrico de um cabo coaxial é outro ponto que também deve ser considerado com muito cuidado. O material dielétrico e sua composição são pontos críticos de resposta e desempenho dos cabos coaxiais, uma vez que são responsáveis pelas características elétricas como capacitância, velocidade de propagação, impedância e atenuação do cabo. Estes parâmetros irão determinar a intensidade do sinal e distância de transmissão. É recomendada a escolha de dielétricos com propriedades elétricas excelentes como o polietileno ou FEP. Estes materiais irão fornecer uma capacitância mais baixa e uma maior velocidade de propagação. Isto irá resultar em um cabo com características de perdas baixas e atenuação reduzida do sinal. Para melhorar as características elétricas ainda mais é recomendada a utilização de materiais com composição espumada ou celular são recomendados (veja o gráfico).

Malha Trançada

A blindagem ou malha trançada é a ideal para aplicações de CFTV e tem dois propósitos principais. O primeiro é fornecer uma baixa resistência a sinais D.C. tara o terra e o segundo é fornecer uma blindagem metálica contra interferências externas evitando a distorção do sinal de vídeo. A malha trançada deve ser construída com cobre nu para oferecer um caminho de retorno fácil para D.C.R. (tensão DC reversa). Devendo possuir uma malha com 95% de cobertura ou superior de forma a oferecer uma blindagem adequada contra interferências elétricas externas. Se as características estiverem abaixo disto, normalmente o cabo coaxial não é o ideal para CFTV. Para melhorar a blindagem para a faixa de RFI (radiofreqüência induzida), a colocação de uma folha de alumínio recobrindo o dielétrico é aceitável desde que uma porcentagem alta de malha seja usada para manter o caminho de retorno para D.C.R.

Um cabo com a combinação de blindagem com folha de alumínio recobrindo o dielétrico com uma malha de baixa cobertura (veja a figura abaixo) usado normalmente para TV a cabo não é aceitável para CFTV, pois a blindagem de alumínio possui uma resistência do caminho de retorno D.C. muito alta, e a pequena quantidade de malha destes tipos de cabos fornece somente uma baixa porcentagem de cobertura, não oferecendo o tipo de blindagem necessário para a transmissão confiável de um sinal de CFTV.

Capa

A escolha do tipo de capa é normalmente determinada pelo tipo de ambiente onde o cabo será instalado. A capa do cabo tem duas funções principais, a primeira é oferecer a proteção contra os elementos aos quais o cabo pode estar sujeito e a segunda é oferecer uma terminação sólida e resistente. O PVC é uma boa escolha para a maioria das aplicações localizadas em ambientes internos.

Polietileno é recomendado para aplicações externas onde o cabo possa estar sujeito a elementos de alto grau de umidade, luz do sol, etc, e uma resistência superior é requerida. Nunca instale cabos com classificação interna em caminhos aéreos, diretamente enterrados ou em tubulações subterrâneas. Um cabo com classificação interna não foi projetado para ser instalado nestes ambiantes rigorosos e as suas características elétricas e mecânicas irão se degradar em um curto espaço de tempo e precisarão ser substituídos.


Parâmetros dos Cabos Coaxiais

Os parâmetros dos cabos coaxiais variam dependendo do tipo de construção do cabo. Todos os cabos coaxiais possuem uma impedância característica. A impedância para os equipamentos de CFTV é de 75 ohms, e desta forma para ter um mínimo de perdas, é importante escolher um cabo que também possua uma impedância de 75 ohms. Se um cabo coaxial de outra impedância for utilizado (50 ohms ou 93 ohms por exemplo), ocorrerá a perda de sinal e a reflexão resultando em um sinal com pequena distância de transmissão e baixa qualidade de imagem.

Cabos coaxiais são disponibilizados em diferentes tipos de RG. RG significa Radio Guide e é um termo utilizado no envio de sinais de Rádio Freqüência (RF) através de cabos coaxiais. Além disso os cabos coaxiais de 75 ohms são fabricados com diversos tamanhos sendo os mais comuns o RG59, o RG6 e o RG11.

O cabo coaxial RG59 é o mais utilizado por ter menor bitola e ser mais maleável, sendo praticamente um padrão para instalações de pequenas e médias distâncias. O cabo RG11 tem um diâmetro muito maior e um grau de maleabilidade bem menor que o RG59. Já o cabo RG6 está situado entre os dois tipos anteriores em ambas as características. A diferença entre os tipos de cabo RG não está limita somente ao tamanho, mas também as características de atenuação e ainda de distância de transmissão. Tipicamente as limitações de transmissão por cabos coaxiais serão as seguintes:
O cabo RG59 tem o maior grau de atenuação dos três tipos e pode alcançar distâncias máximas entre 230 e 300 metros.
O cabo RG6 tem um grau de atenuação menor que o RG59 e pode alcançar distâncias máximas entre 300 e 450 metros.
O cabo RG11 tem as características de atenuação mais baixas entre os três tipos e pode alcançar distâncias máximas entre 450 e 600 metros.

Estas distâncias são baseadas em cabos com características enquadradas dentro de todas as recomendações anteriores. Caso seja necessária a transmissão de sinais por distâncias superiores a 600 metros, será necessária a instalação de amplificadores de vídeo, ou outro tipo de meio de transmissão como par trançado, ou fibra ótica.

Considerações na instalação

Ambientes internos são o tipo de instalação mais comum para os cabos coaxiais. Seguem alguma pequenas dicas que podem auxiliar muito na instalação de cabos coaxiais:
1.Procure sempre seguir as normas e indicações dos fabricantes para um melhor desempenho dos cabos.
2.Distribua a tensão de estiramento igualmente pelo cabo, evitando puxões excessivos e nunca deixe o cabo esticado. Não exceda o ângulo mínimo de curva, evitando dobrar o cabo. Se a tensão de estiramento ou o ângulo mínimo de dobra foram excedidos o cabo poderá sofrer danos mecânicos e elétricos permanentes.
3.Quando estiver passando cabos por tubulações, sempre faça a limpeza e desobstrução total da tubulação e use lubrificantes específicos para passagem de cabos quando fizer a passagem por tubulações extensas.

Instalações externas requerem técnicas especiais na colocação dos cabos que desta forma irão resistir a ambientes rigorosos. Quando utilizar o cabo em aplicações aéreas, utilize um cabo de aço como guia e fixe o cabo coaxial ao guia. Isto irá ajudar a suportar o cabo e reduzir a tensão mecânica sobre o cabo em condições de vento, neve ou tempestades. Quando estiver enterrando diretamente o cabo , passe o cabo sem esticá-lo, desta forma o cabo não sofrerá pressão desnecessária quando a terra for colocada para cobrir o cabeamento. Quando o cabo for enterrado em solo rochoso, após a colocação preencha o vão cavado com areia. Passe o cabo e então coloque placas de madeira tratada ou metal inoxidante sobre o cabo. Isto irá evitar a danificação do cabo por pedras que soltarem do solo. Em áreas com clima extremamente baixo, enterre o cabo abaixo da linha de congelamento.

Técnicas de Terminação

O método de solda oferece inúmeras vantagens para a colocação de conectores. Este tipo de conector pode ser usado com cabos rígidos ou convencionais, fornecendo uma ótima conexão elétrica e mecânica. A desvantagem é que leva um tempo muito maior de preparação do conector do que outros métodos e ainda existe a possibilidade da ocorrência de “soldas frias” em junções caso o conector não seja soldado corretamente ao cabo.

O método de climpagem é provavelmente o método mais popular de colocação de conector BNC em cabos coaxiais, assim como o conector de solda o conector de climpar também pode ser utilizado em cabos rígidos ou flexíveis fornecendo uma boa conexão elétrica e metálica. Este método é o mais utilizado pois não há a necessidade de solda, que dificulta a operação de colocação do conector em locais altos, ou externos com temperaturas baixas e vento, reduzindo desta forma o tempo de colocação do conector. Alguns pontos importantes a serem lembrados na climpagem de conectores BNC é a utilização do tamanho correto dos conectores para o cabo coaxial utilizado. Uma conexão firme é importante na climpagem do conector. E sempre utilize a ferramenta correta , que é o alicate de climpar, nunca use alicates convencionais para para fazer o esmagamento do conector sobre o cabo, os alicates não foram projetados para colocar a pressão correta sobre o anel de climpagem. A utilização inadequada de alicates somente irá esmagar o cabo e pode reduzir as propriedades elétricas do cabo.

O conector de rosca é o mais rápido método de conexão de cabos coaxiais, muitos instaladores optam por utilizar um conector tipo F de rosca e conectar um adaptador F para BNC, de qualquer modo este tipo de conector tem algumas desvantagens. Quando um conector F é colocado em um cabo coaxial, o condutor central é utilizado como pino de conexão direta, desta forma quando ocorrem algumas conexões já existe o desgaste do condutor central podendo causar a sua quebra ou danificação. Além disso se o adaptador não tiver uma pressão adequada sobre o condutor central poderá haver o mau contato entre o condutor central e o adaptador. Em aplicações de pan-tilts e panoramizadores o movimento constante do cabo pode fazer o conector se movimentar e reduzir a rigidez mecânica e conseqüentemente elétrica da conexão, desta forma este tipo de conector não é recomendado para esta aplicação. Uma vez que este conector não possui nenhum tipo de conexão elétrica e mecânica por solda ou climpagem, acaba se tornando menos confiável que os outros métodos.

Conclusão

O projeto de sistemas de CFTV de qualidade requer além de bons equipamentos, conhecimento, técnicas de instalação e acima de tudo prática. Lembre-se sempre que o meio de transmissão é o caminho que levará o sinal e vídeo das câmeras até o seu cliente. Por isso a especificação do cabo coaxial mais adequado é um componente chave para a obtenção de um projeto de qualidade. Não instale cabos que não possuam as características mínimas necessárias para sistemas de CFTV. Siga sempre os parâmetros recomendados e com certeza você terá muito sucesso em seus sistemas de CFTV.

Referências:
Advanced Cable Guide
Pelco (www.pelco.com)
Marcelo Peres (mpperes@guiadocftv.com.br)
Guia do CFTV

Transmitindo Vídeo Sobre Cabo UTP

Desenvolvido para usufruir das vantagens da transmissão de sinais sobre o cabo UTP - Unshielded Twisted Pair ( Par Trançado não Blindado) surgiram os conversores de vídeo, ou como também são conhecidos, casadores de impedância. Entre as principais vantagens da transmissão de sinais de CFTV sobre o Cabo UTP podemos citar: a transmissão balanceada, alto índice de rejeição a ruídos e interferências.

Relativamente novo no Brasil, o sistema de transmissão de sinais analógicos sobre cabo UTP já é bastante difundido e utilizado nos Estados Unidos, México e Europa.

Convertendo Sinais de Vídeo.

O Sinal gerado por uma câmera do circuito fechado de televisão do sistema de segurança é um sinal não balanceado ( 1Vpp a 75 Ohms ) o conversor é responsável primeiro pelo “casamento” de impedância entre o cabo coaxial 75Ω e o cabo UTP 100Ω, o conversor divide também o sinal, dessa forma temos 1Vpp/2 a 100Ohms, transformando um sinal não balanceado em balanceado, daí vem o nome dos primeiros conversores de vídeos “baluns” (junção do inglês balanced - unbalanced).

O Conversor de Vídeo é responsável pelo casamento entre as Impedâncias do Cabo Coaxial ( 75Ω) e do Cabo UTP (100Ω). O Sinal enviado pela Câmera, quando convertido para o cabo UTP, divide-se em dois sinais de mesma AMPLITUDE, porém, POLARIDADES OPOSTAS.

Graças ao sinal balanceado é possível transmitir a imagem da câmera do circuito fechado de televisão com qualidade até 5.000 metros, além de garantir imunidade contra interferências externas e atenuação de sinal.

Apesar do principio da tecnologia dos conversores (passivos) atuais serem os mesmos de 15 anos atrás, foram incorporadas novas tecnologias, tais como filtros passivos e proteção contra descargas atmosféricas, além da transmissão dos sinais de dados (PTZ – Pan, Tilt e Zoom) e energia.

Qualquer Interferência aplicada ao cabo, adicionará aos dois Condutores um sinal de ruído com AMPLITIDES e POLARIDADES IGUAIS. O Receptor, responsável pela conversão do sinal para coaxial (sinal original),eliminará os sinais de ruídos.

Podemos dividir os conversores de vídeo em duas linhas:

Passivos, que não requerem alimentação para seu funcionamento, são compostos pelo conversor de sinal, filtros passivos e protetor de surto. Não existe distinção entre o transmissor e o receptor.

Ativos, necessitam de alimentação 12 Vdc ou 24 Vac, são compostos por filtros ativos, protetor de surto e o seu sinal já é convertido eletronicamente além de possuir um potenciômetro para amplificar o sinal transmitido. O receptor possui um potenciômetro que regula o sinal que chega, diferente do transmissor que possui um ajuste único dependendo da distância da câmera.

Utilizando dois conversores passivos a distância máxima obtida, garantindo melhor qualidade e definição é de 600 metros no sistema, dependendo da marca e modelo de conversor utilizado.

A adoção de dois conversores ativos permite a instalação de câmeras até 5000 metros no sistema também dependendo da marca e modelo.

Também é possível instalar um sistema híbrido, ativo – passivo, dês de que o conversor ativo seja o receptor e o passivo o transmissor, essa configuração permite a instalação de câmeras até 1500 metros no sistema de CFTV.

As distâncias acima foram medidas utilizando um cabo UTP Cat 5e, distâncias maiores podem ser obtidas utilizando um cabo de categoria superior.

Dentro das linhas de conversores passivos e ativos existem os conversores de vídeo e vídeo e dados PTZ, para transmissão de sinais de controle de câmeras do tipo Speed Dome, os dados podem ser do tipo RS-422 ou RS-485.

Na linha de conversores passivos existe também os conversores de Vídeo, Dados e Energia.

Vantagens da Transmissão Sobre o Cabo UTP

Antes dos sistemas de transmissão de sinais analógicos sobre o cabo UTP os meios de transmissões mais utilizados eram o cabo coaxial 75Ω e a fibra óptica e mais recentemente as transmissões IP, hoje no Brasil o cabo coaxial é utilizado em curtas distâncias e a Fibra Óptica para cobrir distâncias maiores ou em instalações com alto índice de interferência ou ruído.

As câmeras com tecnologia IP preenchem uma lacuna deixada pelas outras tecnologias que é aproveitar toda a infra estrutura de lógica existente ou a ser implantada.

Entre as principais vantagens dos sistemas de transmissão de sinais analógicos sobre o cabo UTP sobre seus concorrentes podemos citar:

Conversores UTP x Coaxial

- Qualidade da imagen e transmissão, como citamos anteriormente, a transmissão com cabo coaxial é realizada de forma não balanceada que agrega no decorrer da transmissão interferências indesejáveis. A transmissão sobre o cabo UTP é balanceada, ou seja imune a interferência e ruídos externos.

- Redução de custos com infra estrutura e instalação. O Diâmetro externo de um cabo Coaxial com 67% de malha é de 6,8 mm, um cabo com 97% é de 10 mm. Um cabo UTP Cat. 5e possui em media um diâmetro de 4,85mm um cabo UTP Cat. 5e de 25 pares possui o diâmetro externo de 12,7mm. Observe que quanto melhor a blindagem do cabo coaxial maior o seu diâmetro, conseqüentemente maior será o tamanho da bandeja ou tubulação necessária.

No cabo UTP de 4 pares ainda é possível transmitir o sinal de 4 câmeras, ou seja uma redução de infra estrutura necessária na ordem de 4 x 1. Assim como é possível transmitir o sinal de 25 câmeras em um único cabo UTP de 25 pares ou a transmissão em conjunto com outros sinais como dados - PTZ e energia para alimentação da câmera.

Conversores UTP x Fibra Óptica

Sem Duvida a transmissão sobre cabos óticos é de longe o melhor meio de transmissão de sinais sejam eles imagens de uma câmera do circuito fechado de televisão ou protocolo IP.

Porem o alto custo dos conversores, da mão de obra especializada, dos aparelhos de fusão e certificação, bem como do próprio cabo óptico, restringem seu uso a aplicações específicas e muitas vezes inviabilizam seu uso em instalações de pequenas e médias distâncias.

Hoje já é possível ter uma imagem de qualidade e com alta definição até 5.000 metros de distância utilizando conversores de vídeo analógico para cabo UTP com custos até cinco vezes menores que a fibra óptica.

Além da imunidade a ruídos e interferências externas os conversores de vídeo oferecem proteção contra surtos e descargas atmosféricas, alem da possibilidade de incorporar protetores sobressalentes para garantir uma melhor nível proteção contra surtos e raios.

Conversores UTP x IP

Outra vez esbarramos no custo. O Custo de uma câmera com conversor IP integrado é de aproximadamente duas a três vezes o de uma câmera analógica comum.

Outras limitações do sistema de transmissão de vídeo sobre IP é a latência na transmissão, trafego gerado na rede e limitação de banda.

Embora as câmeras IP possam ser programadas para operarem em horários específicos, com detecção de movimento, baixa resolução ou aumento de intervalo entre os frames (imagens por segundo), o sistema de segurança, como o próprio nome sugere, para oferecer um melhor nível de segurança requer uma transmissão em tempo real e com alta definição, uma imagem gerada pelo sistema só poderá ser utilizada como prova cabal se for possível a identificação da pessoa e do ato cometido.

Vantagens do Cabo UTP

- Fácil Instalação e Baixo Custo;
- Imune a Interferências e Ruídos Externos;
- Suporte a Outras Tecnologias;
- Arquitetura Aberta;
- Significativa Redução Com Infra-Estrutura e Mão de Obra;
- Um Único Cabo pode Transmitir o Sinal de até 04 Câmeras;
- Um Único Cabo pode Transmitir Vídeo, Dados e Energia;
- Transmissão de Vídeo com Qualidade até 5 Km.

Transmissão de Vídeo Dados e Energia

Ideal para sistemas de CFTV que serão instalados posteriormente ou em conjunto com a implantação do sistema de cabeamento estruturado.

Sobre um único cabo UTP Cat. 5e ou superior é possível transmitir de forma prática e eficiente os sinais de vídeo, dados e Energia das câmeras do circuito fechado de televisão.

Para tanto, é necessário observar alguns itens para que transmissão seja feita corretamente e sem falhas. O Fator mais importante na transmissão conjugada de sinais é a alimentação e consumo da câmera ela é que irá limitar a distância máxima da transmissão.

A Conexão utilizada nos transmissores, nos receptores ou integradores deverá ser a padrão EIA/TIA 568A ou 568B com conectores RJ-45.

Especificações do Cabo

O Cabo Utilizado deverá ser impreterivelmente do tipo UTP ( Unshielded Twisted Pair – Par Trançado NÃO Shildado) Categoria 3 a 6e.

Para obter o melhor nível de transmissão, as distâncias máximas e a melhor qualidade de imagem a recomendamos o Cabo Categoria 5e, pois ele oferece a melhor proteção contra ruídos, além de ser facilmente encontrado e ter baixo custo.

Bitola: 24 AWG
Impedância: 100 Ω ± 20%
Resistência: 18 Ω / 100M
Capacitância: 62pF/M Máximo.